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Posso registrar uma cor, um som ou uma embalagem como marca?

PM
Em regra, somente sinais visualmente perceptíveis podem ser registrados como marca. Cores isoladas não são registráveis, salvo em combinações peculiares. Embalagens podem ser registradas se forem distintivas e não funcionais.

Registro de cores como marca

Cores isoladas, em regra, não podem ser registradas como marca no Brasil. Conforme o art. 124, VIII, da Lei de Propriedade Industrial (LPI), apenas combinações de cores que sejam dispostas de modo peculiar e distintivo são passíveis de registro. Isso significa que a simples escolha de uma cor não é suficiente; é necessário que a combinação crie uma identidade visual única para o produto ou serviço.

Por exemplo, uma empresa que utiliza uma combinação específica de cores em seu logotipo pode tentar registrá-las como marca, desde que essa combinação seja distintiva e não meramente decorativa.

Registro de sons e embalagens

O art. 122 da LPI exige que os sinais sejam visualmente perceptíveis para serem registrados como marca. Isso exclui sons, que não são visíveis, do registro como marca. Portanto, jingles ou sons característicos não podem ser registrados como marca no Brasil.

Quanto às embalagens, elas podem ser registradas como marcas tridimensionais se forem distintivas e não tiverem função técnica essencial. O art. 124, XXI, impede o registro de formas necessárias ou comuns de produtos ou embalagens, ou aquelas que não possam ser dissociadas de um efeito técnico. Assim, para uma embalagem ser registrada, ela deve ser única e não apenas funcional.

Exemplo hipotéticoUma empresa de perfumes cria uma embalagem em forma de flor que não apenas armazena o produto, mas também serve como um elemento decorativo distintivo. Se essa forma não for comum no mercado e não tiver função técnica, pode ser registrada como marca tridimensional.

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O que observar antes de decidir

Antes de tentar registrar uma cor, som ou embalagem como marca, é essencial avaliar se o sinal é distintivo e não funcional. Isso pode evitar indeferimentos e economizar tempo e recursos. Realizar uma análise de viabilidade gratuita pode ajudar a entender melhor as chances de sucesso do registro e a adequação dos sinais ao que a legislação permite.

Em resumo: Registrar uma cor, som ou embalagem como marca no Brasil depende de critérios específicos. Cores devem ser combinadas de forma distintiva, sons não são registráveis, e embalagens devem ser únicas e não funcionais. Avaliar previamente a viabilidade do registro é crucial para o sucesso do processo.

Perguntas frequentes

Por que sons não podem ser registrados como marca?

Porque a lei exige que marcas sejam visualmente perceptíveis, o que exclui sons do registro.

Em que casos uma cor pode ser registrada como marca?

Somente quando as cores são combinadas de modo peculiar e distintivo, conforme o art. 124, VIII, da LPI.

O que caracteriza uma embalagem como marca tridimensional?

A embalagem deve ser distintiva e não funcional, ou seja, não pode ser apenas uma forma comum ou necessária.

Quais são os riscos de tentar registrar uma embalagem funcional?

O pedido pode ser indeferido, pois a lei veda o registro de formas que não possam ser dissociadas de efeito técnico.

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Fontes oficiais consultadas
Consulta realizada em 12 de outubro de 2026.
Conteúdo informativo da Prevot Marcas, elaborado a partir de fontes oficiais (Lei nº 9.279/1996, INPI e OMPI) com apoio de tecnologia e curadoria editorial. Este material é educativo e não substitui a análise individual do seu caso.